GÊNERO, EDUCAÇÃO E LITERATURA: AS QUESTÕES DE GÊNERO EM MY PRINCESS BOY DE CHERYL KILODAVIS
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.6427480Palavras-chave:
Gênero., Heteronormatividade, literatura, Teoria QueerResumo
O presente estudo tem como objetivo discutir sobre as representações de gênero vivenciadas pela personagem principal da obra My Princess Boy, de Cheryl Kolodavis (2009). Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, tendo como base principal as ideias de Connel (2005); Butler (2003) e Louro (2008). Os resultados alcançados partiram do pressuposto de que a hegemonia social vigente, aqui a masculinidade hegemônica, penetra as instituições sociais, a exemplo da escola e família, na tentativa de restringir manifestações da diversidade de gênero. Assim, constatou-se que como os sujeitos apresentam inúmeras identidades de gênero construídas como resistências, o garoto princesa é uma nuance dessas narrativas, cujas principais estratégias da autora é atribuir a personagem aspectos, tais como: gostar da cor rosa, usar vestidos e ser a princesa nas histórias de contos de fada na tentativa de uma ruptura no que se espera de um corpo masculino. Percebe-se no material analisado a pretensão de refutar estereótipos de gênero com objetos, cores, danças e vestes destinadas para sujeitos do sexo masculino ou feminino, logo, ressaltando a importância dessa obra para avançar nas discussões sobre diversidade e identidade de gênero.
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