GOVERNANÇA E PERCEPÇÕES DE JUSTIÇA ORGANIZACIONAL: UM ESTUDO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA

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Ismael Martins da Silva
Ricardo Guimarães de Queiroz
Régio Marcio Toesca Gimenes

Resumo

O modelo de governança estabelecido em uma organização está diretamente relacionado ao tipo de transações que ela realiza. Estas transações são marcadas por custos de transação, inerentes a pressupostos comportamentais (comportamento oportunista e racionalidade limitada) e outros fatores de transação (especificidade dos ativos, frequência e incerteza). A relação entre parceiros deve ser benéfica quando existe uma percepção de justiça, especialmente na fase inicial da relação, quando os envolvidos ainda não estão completamente familiarizados com as metodologias de trabalho dos outros parceiros. Nesse sentido, melhora a percepção de justiça no relacionamento e a predisposição para negócios deve aumentar. Portanto, este estudo teve como objetivo revisar trabalhos científicos presentes na literatura internacional e como eles dimensionam o impacto das percepções de justiça organizacional e das relações entre os agentes e a governança das organizações. O padrão de publicações em todo o mundo destaca a participação de países desenvolvidos da América do Norte e da Europa no tema de estudo, como Estados Unidos, Reino Unido e Dinamarca, por exemplo. Esta pesquisa identificou as características dos agentes que orientam as relações vinculadas ao tema central deste artigo, como comprometimento, confiança, insegurança, cooperação e sentimentos positivos e negativos, por exemplo. Segundo os autores, a justiça organizacional tem impacto positivo no desempenho da governança relacional das cooperativas rurais. Da mesma forma, afirmam que a melhoria do nível de governança está diretamente ligada à participação positiva dos membros na governança interna da instituição.

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Como Citar
SILVA, I. M. da; QUEIROZ, R. G. de .; GIMENES, R. M. T. . GOVERNANÇA E PERCEPÇÕES DE JUSTIÇA ORGANIZACIONAL: UM ESTUDO DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 17, n. 49, p. 128–149, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.10476865. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/view/3013. Acesso em: 26 fev. 2024.
Seção
Artigos

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