FEMINISMO ANTIPROIBICIONISTA: UMA REDE DE AFETOS E CUIDADOS E O COMPROMISSO COM A REPARAÇÃO HISTÓRICA  

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Jessica Rocha

Resumo

Este texto trata da proibição das drogas e como ela atravessa os corpos outros. Embaralhando os significantes de raça, gênero e classe, mulheres não-brancas se articulam e se movimentam sócio-politicamente em busca de um sopro de vida em meio à guerra. O cenário mirado nesse manifesto-intervenção é a Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas, que emerge no agenciamento das minorias identitárias, atravessadas pela política estatal de “Guerra às Drogas”, compreendendo que não se faz uma guerra contra substâncias e sim contra pessoas. Mas, objetivamente, quem são essas pessoas?

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Como Citar
ROCHA, J. FEMINISMO ANTIPROIBICIONISTA: UMA REDE DE AFETOS E CUIDADOS E O COMPROMISSO COM A REPARAÇÃO HISTÓRICA  : . Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 8, n. 22, p. 141–150, 2021. DOI: 10.5281/zenodo.5579231. Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/view/474. Acesso em: 7 jul. 2022.
Seção
Ensaios

Referências

ABREU, I. S. “Biopolítica e Racismo Ambiental no Brasil”. Opinión Jurídica, vol. 12, n. 24, dezembro, 2013.

ALMEIDA, Sílvio. O que é Racismo Estrutural? Feminismos Plurais. São Paulo: Editora Pólen Livros, 2018.

FERREIRA, A. “Favelas no Rio de Janeiro: nascimento, expansão, remoção e, agora, exclusão através dos muros”. Revista Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, vol. 14, n. 828, junho, 2009.

FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz. Mapa de Conflitos Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2018. Disponível em: <http://mapadeconflitos.ensp.fiocruz.br>. Acesso em: 28/04/2019.

GRINBERG, K. “Escravidão e Cidadania no Brasil”. In: DANTAS, C. V. et al. (orgs.) O negro no Brasil: trajetórias e lutas em dez aulas de história. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

HERCULANO, S. “Racismo ambiental, o que é isso?”. Portal Eletrônico ResearchGate [10/10/2014]. Disponível em: <https://www.researchgate.net>. Acesso em: 28/04/2019.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aglomerados Subnormais: informações territoriais. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 28/04/2019.

IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça. Brasília: IPEA, 2014. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br>. Acesso em: 09/01/2020.

LEONARD, A. A História das Coisas: da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

PACHECO, T. “Desigualdade, Injustiça Ambiental e Racismo: uma luta que transcende cor”. Development in Practice, vol. 18, n. 6, novembro, 2008.

PORTO, M. F. et al. (orgs.). Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2013.

RENFA - Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas. “Carta de Princípios”. Portal Eletrônico da RENFA. Disponível em: <https://renfa.org>. Acesso em: 19/10/2021.

RODRIGUES, A.; COSTA, N. M. C. “Mobilização popular e comunitária para a implantação de programas de educação ambiental”. Revista Teias, vol. 3, n.6, julho/dezembro, 2002.

SILVA, M. N. “O negro no Brasil: um problema de raça ou de classe?”. Revista Medicações, vol. 5, n.2, julho/dezembro, 2000.